10/06/2022
Video sobre o discurso feito pelo Presidente Jair Bolsonaro no dia de hoje, na abertura da Assembléia Geral das Nações Unidas.

O Presidente Jair Bolsonaro abriu o discurso na Assembleia Geral da ONU no dia de hoje, de logo de início, mirou seu rival político, e ex-presidiario Lula, que enfrentará nas eleições presidenciais do próximo dia 2 de outubro. Mesmo sabendo que a imprensa certamente daria ênfase a um possível discurso eleitoreiro, como está dando, o presidente preferiu sim divulgar e relembrar ao mundo, o caráter do ex-presidiario, pois certamente a esquerda militante irá correr ao TSE pedindo para que o presidente seja impedido de usar seu discurso, na propaganda eleitoral. Como muitos poucos assistem as propagandas, o efeito disto é praticamente zero, enquanto usar os microfones da ONU para apontar o dedo ao larápio Lula, surte muito mais efeito.

Foi o quarto discurso de Bolsonaro na ONU desde 2019 e ele aproveitou para lembrar que quando a esquerda governou o Brasil, “o responsável por isso foi condenado por unanimidade em três instâncias”, sem citar o nome de Lula. O ex-presidente foi considerado culpado no escândalo da Lava Jato, e  “Os delatores devolveram US$ 1 bilhão de dólares, e nós pagamos à bolsa de valores americana mais um bilhão pelas perdas de seus acionistas. Esse é o Brasil do passado”.

Jair Bolsonaro alegou que os escândalos de corrupção anteriores que envolveram a antiga estatal brasileira, a Petrobras, estão agora no passado, pois não há mais “corrupção sistêmica que existe no país”. Lembrou também que a pobreza no Brasil está diminuindo sob sua liderança, com as famílias mais atingidas recebendo US$ 4 por dia.

O líder Jair Bolsonaro continuou em uma linha semelhante a seus comícios recentes, defendendo valores conservadores, valores familiares, interrupção da gravidez, e “ideologia de gênero”, mas ressaltou a importância dos direitos das mulheres, insistindo que a violência contra as mulheres está em declínio.

Observando que o Brasil está no “caminho da prosperidade compartilhada”, ele também abordou uma série de questões do conflito no leste europeu, o efeito da pandemia, o papel humanitário do Brasil, e questões ambientais.

Voltando-se à guerra, Bolsonaro observou “ameaças à paz e segurança internacionais”, reconhecendo o papel da ONU que, segundo ele, emergiu das “ruínas” após a Segunda Guerra Mundial, mas deixou claro que a organização precisa de reformas, insistindo que “devemos buscar soluções inovadoras”.

Ele também pediu soluções duradouras e sustentáveis ​​para o conflito no leste europeu, denunciando medidas erradas que vão desde o isolamento diplomático, e soluções unilaterais que, segundo ele, afetam as metas de sustentabilidade.

As sanções econômicas são inconsistentes com a lei internacional e ameaçam os cidadãos do mundo todo, disse Jair Bolsonaro, antes de sugerir que a única maneira de alcançar uma solução para o conflito é “através do diálogo”. O presidente elogiou a indústria do agronegócio no Brasil, observando que, quando se trata de produção de alimentos, o país sul-americano passou recentemente de “importador de alimentos” para “exportador de alimentos” por causa de seu forte investimento em ciência.

Ele também se posicionou como um defensor da liberdade de expressão e da liberdade religiosa, e foi objetivo ao denunciar o que está acontecendo na Nicarágua.

“Quero anunciar aqui que o Brasil abre suas portas para acolher padres e freiras católicos que sofreram cruel perseguição do regime ditatorial na Nicarágua. O Brasil repudia a perseguição religiosa em qualquer lugar do mundo”, disse.

Bolsonaro abordou o papel humanitário do Brasil, pois “sempre apoiou” as operações de manutenção da paz em todo o mundo e recentemente abriu suas portas para venezuelanos que fogem de dificuldades econômicas, bem como sírios e haitianos.

O presidente aproveitou para alfinetar a imprensa brasileira, homenageando sua esposa e primeira dama, Michelle Bolsonaro, que, segundo ele, vem realizando trabalho voluntário com pessoas com deficiência.

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