08/11/2022

Hoje saiu a noticia de que o inexpressivo ex-ministro do STF Joaquim Barbosa que até conseguiu nos enganar por algum tempo, disse que as Forças Armadas devem ficar quietinhas no seu canto, como se ele tivesse alguma autoridade para expressar sua opinião. Mal sabe ele da importância de nossas Forças Armadas, principalmente num momento onde se vislumbra dias de tensão à frente por conta do pleito eleitoral de outubro. Por isto mesmo, aconteceu ontem na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, uma sessão onde Ministro da Defesa, General Paulo Sergio Nogueira, junto aos três comandantes das Forças Armadas, foram ouvidos e inqueridos pelos deputados da comissão, e o que posso dizer, é que o Ministro Paulo Sergio deu um show para quem queria ouvir, e tirar as conclusões, até que ponto as Forças Armadas estão envolvidas ou não com o processo eleitoral de outubro próximo. Vários foram os deputados que fizeram colocações e questionamentos, porém foi respondendo à deputada Perpétua Almeida do PCdoB, que Paulo Sergio Nogueira foi objetivo e claro.

Ela começou dizendo que tinha um apreço enorme pelas Forças Armadas e sempre fez questão de dizer isto quando tinha oportunidade, mas que também nunca se privou de dizer o que eu acha que precisa ser dito, sobre a posição das Forças Armadas no Brasil. Como uma víbora peçonhenta, a deputada com palavras gentis, citou que as Forças precisam se desligar das ações do presidente, e o maior exemplo para ela, veio dos Estados Unidos, quando o comandante do estado maior do Estados Unidos afirmou que a atitude dele, de caminhar com presidente Donald Trump no momento decisivo da eleição, estava confundindo eles como instituição, como uma força que estavam a serviço de um processo eleitoral, e por isto pediu desculpas a nação. Claro que a tal Perpétua quis naquele momento, fazer um link com as palavras do Edson Fachin lá em Washington, quando disse que pode ocorrer no Brasil uma situação mais grave do que aquela ocorrida no Capitólio. Está claro o item da constituição que se diz que as forças armadas estão subordinadas ao poder civil do Presidente da República, porém acima do presidente da república está constituição, e isto para mim tem que estar muito claro, além disto,  o presidente não pode dar ordens ou se comportar acima da Constituição.

Novamente ela quis dar a entender que o nosso presidente está agindo de forma não republicana, e usando as Forças Armadas para forçar alguma situação inconstitucional. Eu particularmente não gosto dos movimentos que o presidente Jair Bolsonaro faz com as Forças Armadas.                        Além disto, para mim ainda tá mal explicada até hoje a demissão do ex-ministro da defesa, e dos três comandantes das Forças Armadas, e se esse parlamento aqui levasse à sério esse debate sobre defesa nacional, eles também teriam que ter sido chamados aqui para debater o assunto.

O que o serviço de inteligência das nossas forças armadas estão fazendo para identificar grupos armados ou pessoas mal-intencionadas, que querem interferir no processo eleitoral, ou no dia da eleição causar confusão? O que as nossas forças armadas estão fazendo para evitar um Capitólio, por exemplo? Também queria trazer outra questão: não está na Constituição Federal a responsabilidade das Forças Armadas com relação a urnas eletrônicas, e essa briga com o TSE não é uma batalha das Forças Armadas, mas sim Presidente que fez essa escolha. As Forças Armadas não precisam fazer isto, não cabe as Forças Armadas Brasileiras ficar debatendo urnas eletrônicas, pois têm instituições para isso. As Urnas existem no Brasil há 25 anos, e nunca se comprovou absolutamente nada que pudesse mudar o resultado eleitoral com estas urnas. Eu como deputada não quero debater com o ministro da defesa, sobre urnas eletrônicas, eu quero é ver as nossas forças armadas trabalharem para ajudar nos programas sociais. Reafirmo aqui o meu apreço pelas Forças Armadas, mas não estou gostando nada do que eu estou assistindo, deixa o presidente Bolsonaro brigar, com quem quiser, e ele não pode obrigar, não pode dar estas ordens, e elas não podem ser obedecidas muito obrigada, terminou a Deputada.

*Depois desta demonstração de como se faz um trabalho de duas faces, com o intuito de desacreditar o presidente da republica diante suas Forças Armadas, só podemos lamentar o fato de um representante de um dos poderes como o Legislativo, não ter o mínimo de respeito pelo chefe de outro poder. Eles não usam mais o termo Presidente, usando somente o nome Bolsonaro para diminuir sua importância, pelo menos na cabeça deles.

Depois disto, foi a vez do Ministro Paulo Sergio responder a altura, da forma como nós conservadores gostamos de ouvir.

Já quero observar, que o Presidente da República é o Comandante Supremo das Forças Armadas e por vezes eu me reservo no direito de não fazer comentários a respeito do Presidente da República, ou de qualquer Ministério, de qualquer colega Ministro. Primeiro quero lembrar que a inteligência das Forças Armadas integra o Sistema Nacional de Inteligência, e é responsável pelo processo de obtenção e análise de informações, e produção de conhecimentos de inteligência necessária ao processo decisório, nós integramos o sistema de inteligência, e ele visa principalmente o cumprimento da missão constitucional de defesa da Pátria, e não o emprego da Inteligência internamente, não sei se foi essa intenção do que a senhora disse. No que diz respeito ao processo eleitoral eu não tenho esse tipo de preocupação, e o outro aspecto que a senhora também se referiu foi com relação a minha fala com sobre as urnas, e a preocupação sobre o meu envolvimento como ministro da Defesa nesse processo eleitoral. Quero lembrar, que nenhum sistema informatizado é totalmente em inviolável, e sempre existirão riscos, inclusive os próprios bancos gastam milhões com sistemas de segurança, e quero dizer também que quando a gente trata desse assunto, não quer dizer que tenhamos dúvidas de com relação ao sistema eleitoral. As forças armadas estavam quietinhas, e foram convidadas pelo Tribunal Superior Eleitoral para participarem dessa comissão de Transparência das eleições, e naquele momento nós as três forças nos reunimos para definir a nossa participação, convocamos técnicos, engenheiros, gente que conhece a parte de programação, e eles tomaram ciência do processo como um todo, e ficamos em condição de participar dessas comissões. A equipe trabalhou de Setembro até os dias atuais com propostas propositivas de aperfeiçoar a transparência segurança e as condições de auditagem do processo eleitoral as propostas muito objetivas algumas simples outras médias outras mais complicadas, mas sempre com a intenção de aperfeiçoar um sistema. Não me queiram convencer que não há sistema que não mereça aperfeiçoamento. Tenho tentado em várias oportunidades com ofícios que mandamos, para que possamos sentar à mesa, a Equipe técnica das Forças Armadas, e pode ser a equipe da Polícia Federal, com outras equipes, para conversar e conhecer melhor o sistema, mas não temos tido êxito nessas reuniões.

*Com relação ao caso do General Pazuello, eu nunca dormi tão tranquilo, quanto com a decisão que tomei com relação a ele.  Eu dei ordens para minha assessoria jurídica ir a fundo às investigações e nos questionamentos ao general, e ele teve toda a oportunidade para se defender. A minha conclusão foi criada naquele momento, uma decisão de não punir o General Pazuello. O general Pazuello tem grandes serviços prestados ao Brasil, principalmente na implementação da Operação Acolhida em plena pandemia, viajando para todos os lados, cuidando de leitos, de medicamentos, criando estruturas, e eu duvido que tenha alguém aqui que teria tido a coragem que ele teve.

Eu tenho 48 anos de exército brasileiro, servi nos quatro cantos do Brasil, tive 10 anos de Amazônia, 10 anos de instrutor da AMAN, formando gerações de oficiais, E posso dizer de cadeira, que o povo brasileiro é apaixonado por suas forças armadas. O ministro Paulo Sergio foi calorosamente aplaudido pelos presentes.

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