PT quer acabar com Batalhão de Operações Especiais dos Fuzileiros navais!

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Movimentos do PT identificam que tais organizações militares especiais, como ao do Corpo de Fuzileiros Navais, não são necessárias, e são provenientes de ações de combate a “movimentos políticos democráticos” nos anos do “regime militar”.

Matéria do Site Área Militar, traz a informação de que o atual presidente da republica receberá, nas próximas semanas, uma proposta da ala radical do Partido dos Trabalhadores, propondo a extinção, através de dispositivos legais, do Comando de Operações Especiais (COpEsp) do Exército Brasileiro e do Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais (BtlOpEspFuzNav), o Tonelero.

Movimentos do PT identificam que tais organizações militares especiais, como ao do Corpo de Fuzileiros Navais, não são necessárias, e são provenientes de ações de combate a “movimentos políticos democráticos” nos anos do “regime militar”, além de possuírem ações ofensivas que vão contra as “diretrizes dos Direitos Humanos (DH)”.

Opinião:

“Quer dizer que eles consideram que os movimentos praticados por eles durante o Regime Militar, eram democráticos”?

Essas informações recebidas de informantes nas últimas horas amargam qualquer espírito de fuzileiro que busca o maior “posto” de combatente no Corpo de Fuzileiros Navais, bem como afastam a sociedade da estabilidade social, econômica, política e de segurança no Brasil.

O Tonelero tem história, é responsável por realizar ações de comandos, reconhecimento de praia da linha de baixa mar para o interior, reconhecimento especializado de itinerários, passagens a vau, pontes, túneis, obstáculos, pontos críticos, Local de Desembarque Ribeirinho (LocDbqRib), Ponto de Desembarque Ribeirinho (PdbqRib), Local de Pouso de Helicópteros (LPH) e instalações, operar Postos de Vigilância (Pvig), realizar a observação dos fogos das armas de apoio quando solicitado, implantar e operar sensores para instalação de sistemas de vigilância terrestre quando disponíveis, instalar e manter equipamentos de alarme de guerra NQBR quando disponíveis; selecionar, reconhecer, balizar e operar Zonas de Desembarque (ZDbq) e Zonas de Lançamento (ZL) e guiar a tropa por itinerários previamente reconhecidos, em proveito de uma Operação Ribeirinha (OpRib) a fim de contribuir para o preparo e aplicação do Poder Naval.

O Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais (BtlOpEspFuzNav), foi criado no dia 09 de setembro de 1971 pelo Aviso Ministerial nº 0751, quando o antigo Centro de Recrutas do Corpo de Fuzileiros Navais, que nesta área funcionava, efetivou sua mudança para a Ilha da Marambaia, concluída em 07 de março de 1972, o Batalhão passou a ocupar as instalações remanescentes daquele Centro, o que, na oportunidade, representava o Prédio de Comando de hoje e algumas edificações ainda existentes na Organização Militar (OM) à esquerda do rio Guandu do Sapê.

Em 1974 é construída a torre de saltos e são iniciadas as construções, hoje existentes do lado direito do citado córrego, as quais foram incorporadas ao Batalhão a partir de 1976 até 1978.

No início de sua criação, o Batalhão fora organizado de acordo com a conjuntura da época, mesclado o interesse do CFN em ter uma Unidade voltada para o emprego em situação de guerra de guerrilha e a ideia de se ter um 4º Batalhão de Infantaria.

Disso resultou que o Batalhão de Operações Especiais de então contasse com uma Companhia de Comando e Serviços, até hoje existente, e uma Companhia de Operações Especiais, esta organizada à semelhança de uma Companhia de Fuzileiros Navais.

A partir de sua criação, o Batalhão TONELERO começa a incrementar atividades de instrução voltadas para Operações Especiais. Nesse contexto, em 1972 seria formada a primeira turma de Oficiais oriundos da Escola Naval no Curso de Contraguerrilha (ConGue).

Ao longo dos anos, esse curso sofreu modificações em seu conteúdo e estrutura, passando a denominar-se Curso de Adestramento de Comandos Anfíbios, Curso Especial de Comandos Anfíbios (ComAnf) e, posteriormente, dividindo-se em Curso Especial de Comandos Anfíbios (CEsComAnf) e Curso Especial de Operações Especiais (CEsOpEsp).

A partir de 1998, a preparação dos Comandos Anfíbios passou a ser ministrada em um único curso, o CEsComAnf.

Em 01 de janeiro de 1991, a Companhia de Reconhecimento Anfíbio (CiaReconAnf), pertence à Tropa de Reforço, foi transferida para o Batalhão. Em 26 de março de 1996, a Companhia de Reconhecimento Terrestre (CiaReconTer), foi transferida da Divisão Anfíbia para o Batalhão Tonelero, reunindo-se no BtlOpEspFuzNav, todas as atividades de operações especiais de fuzileiros navais. Com o vulto e importância dessas novas e tão complexas atribuições, o Batalhão Tonelero, até então pertencente à Tropa de Reforço, passou a partir de 20 de dezembro de 1995, à subordinação direta do Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra.

Hoje, o BtlOpEspFuzNav está organizado em uma Companhia de Comando e Serviços e três Companhias de Operações Especiais e uma Companhia de Apoio de Operações Especiais. Tal estrutura permite a organização por tarefas de grupamentos operativos e destacamentos para cumprir qualquer missão de interesse da Marinha, dentro do contexto de operações especiais, inclusive aquelas relacionadas com retomada de instalações e resgate de pessoal de interesse da Marinha.

FONTE: Site Área Militar 24/01/23

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